Edição 10 - 10 PRINCÍPIOS DA ECONOMIA (Parte 1)
EDIÇÃO 10 - ECONOMIA POSITIVA 11/02/2021
Um bom dia para o "eu" do futuro e para os leitores que um dia tenham o azar de vir aqui parar.
De forma a exercitar a mente, decidi dar uma aulinha a mim próprio de economia, não fosse o confinamento enlouquecer a minha pessoa, começa assim mais uma edição de economia positiva .
Atualidade económica, social e política
- Portugal vai receber um GP de Formula 1 em maio deste ano. Fonte: Sapo
-Altice Portugal quer partilhar investimento em fibra ótica com Estado para garantir cobertura de 100% em Portugal. Fonte: Sapo
- Parlamento discute mais uma renovação do estado de emergência. Fonte: Público
- Grupo de enfermeiros apresenta participação disciplinar contra a bastonária e pede expulsão. Fonte: Público
10 Princípios da Economia
Também por ser a edição 10, decidi escrever os 10 princípios da economia, baseados no livro Principles of Economics de Mankiw.
De forma a não tornar esta edição muito violenta, achei por bem separar este tema em duas edições.
1 - As pessoas lidam maioritariamente com trocas.
Todos os dias as pessoas tomam decisões e não se apercebem que o fazem em detrimento de outras decisões. Eu estou a escrever este texto quando podia estar a jogar xadrez e a ver o preço certo. De todas as opções possíveis, a que decidi escolher foi a escrita desta edição em detrimento das outras possibilidades. É o preço a pagar para ter o melhor blog. Na sociedade funciona da mesma forma. Uma troca que a sociedade enfrenta situa-se na decisão entre a eficiência e a igualdade.
Eficiência- Retirar o máximo de benefícios/rendimentos
com o menor uso de recursos (recursos esses escassos).
Igualdade- Distribuição uniforme dos benefícios pela sociedade. Isto pode causar problemas porque muitas vezes é retirado aos que mais contribuem para o aumento de rendimentos para dar aos que não fazem assim tanto pelo bem de todos. Porém não é por isso que a igualdade não deve existir.
2 - O custo de algo é o que estou disposto a abdicar para o ter.
A tomada de decisão baseia-se na análise do custo-benefício que se retira de uma ação.
O custo de oportunidade é então o que estou disposto a abdicar para ter o que quero. Supondo que existem três variáveis: estudar, dormir e sair à noite, e só posso escolher duas em detrimento da terceira. Se quero ser multimilionário como o Warren Buffet, o melhor a fazer é abdicar de sair à noite e optar por estudar e dormir. Se quiser ser RP de uma discoteca, provavelmente vou optar por outras duas e se quiser morrer de cansaço, estudo e saio à noite.
3 - Pessoas racionais pensam na margem.
O benefício ou utilidade que tiro de uma ação ou bem deve ser sempre superior ao preço a pagar ou, na pior das hipóteses, igual.
Ou seja, supondo que o Benfica joga num domingo antes do teste de introdução à economia que será na segunda-feira seguinte. Neste caso, apesar de gostar muito do Benfica, o benefício ou a utilidade de ver o jogo não compensam a ansiedade que vou sentir quando estiver a olhar para o enunciado do teste. Por isso a decisão é estudar. Porém, se o Benfica jogar e não tiver nenhum teste de I. Ec., então o benefício sobrepõe-se ao estudo e, por isso, acabo por ver o jogo.
Utilidade Total
de um consumidor: como a satisfação total que o
consumidor extrai do consumo de determinado bem.
Utilidade
marginal de um consumidor é a variação na satisfação
(utilidade) que resulta do consumo adicional e infinitesimal do bem em causa, a
partir de um dado nível de utilidade.
4- As pessoas respondem a incentivos.
Um incentivo é algo que induz uma pessoa a agir. Os incentivos são cruciais
para analisar o funcionamento dos mercados. Se o preço das maçãs aumentar, as
pessoas passam a comer mais peras porque o custo das maçãs aumentou. Ao mesmo
tempo os donos dos pomares contratam mas pessoas para colher as maçãs porque o
benefício de vender maçãs também aumentou.
5 - O comércio pode ser bom para todos.
Apesar de toda a gente competir entre si, é melhor do que viverem isolados,
produzindo cada um as suas coisas. Há uma vantagem enorme nas trocas porque
permite a especialização das pessoas nas atividades que fazem melhor. Assim, ao
especializarem-se há uma maior variedade de bens e serviços a um preço mais
baixo. O mesmo se aplica com os países.
(Continua...)
João Barros
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