Edição 8 - COMPORTAMENTO DE UMA SOCIEDADE EM 2020

 EDIÇÃO 8 -  ECONOMIA POSITIVA                                                                           31/12/2020


       Um bom dia para o "eu" do futuro e para os leitores que um dia  tenham o azar de vir aqui parar.

       Última edição do ano, não bastava 2020 ter sido como foi, ainda tive que criar este blog.


       Atualidade económica, social e política

    - Presidenciais. Tino de Rans fixa como objetivo haver segunda volta e critica "embalanço" do primeiro ministro e presidente da República . Fonte: Observador.

    - Governo deu informações falsas à UE sobre nome escolhido para procurador europeu. Fonte: Observador.

   - Presidente da República promulga aumento do salário mínimo para 655 euros e alargamento da ADSE. Fonte: Observador.


 Comportamento de uma sociedade em 2020

      Como se trata da última edição do ano decidi tornar esta edição mais pessoal e,  por isso, decidi fazer uma breve reflexão de 2020 e tentar perceber como será o panorama económico de Portugal.
      Este ano de 2020 foi um ano de surpresas, quer a nível social quer a nível económico. Pela primeira vez a sociedade moderna passa por uma guerra cujo inimigo é invisível. Foram muitas as lições este ano, espera-se agora aprender com essas mesmas lições e não repetir os mesmos erros..
     Percebemos a dificuldade da existência de uma oposição em momentos de crise, aqui a célebre mentalidade de "unidos venceremos" não pode ser aplicada, pela simples razão que, se for tomada uma decisão errada, não existirá ninguém para retornar ao trajeto correto. De seguida, percebemos a dificuldade que é para a nossa sociedade respeitar regras, sem que o primeiro pensamento seja em contorna-las.
      Vale a pena pensar também naqueles que escolhemos para nos representar. Poucos foram os momentos em que sentimos uma voz de comando e de assertividade. Vacilar em momentos de crise, custa vidas, vidas essas que podiam ser poupadas. "As mascaras dão uma falsa sensação de segurança", "É imprescindível o uso de máscara ";"máscaras obrigatórias em via pública", "escolas não fecham", "escolas fechadas", "suspensão da atividade escolar", "ninguém disse que os docentes nao poderiam interagir com os seus alunos", "vão ser distribuídos computadores para os alunos que necessitarem", "Nem um terço dos alunos que necessitavam recebeu os computadores". 
      Ora concluímos que, acima de tudo, não há planeamento. São tomadas medidas reativas e nunca medidas proativas. Enquanto países como Reino Unido, França e Alemanha já tinham planos de vacinação preparados 6 meses antes da primeira vacina ser anunciada, Portugal estava longe de ter o seu plano de vacinação concluído, após a primeira vacina ter sido anunciada. Isto reflete muito sobre o planeamento que é levado em conta em Portugal. Não bastando a falta de planeamento e o crescendo do boletim pandémico desastroso face  à má gestão da pandemia, falta acrescentar que em Portugal a culpa morre solteira e raramente alguém sofre consequências sobre as más decisões que toma.
      Mas covid  aparte, gostava de fazer um exercício mental nesta edição. Num ano em que uma pandemia dominou por completo a vida das pessoas, e como nos momentos de crise as pessoas mostram quem são verdadeiramente (crise essa sendo económica, política ou sanitária), Portugal ainda foi palco de um homicídio de um senhor ucraniano por parte de agentes do SEF. Pelos vistos a pancada sobre o senhor foi tanta que um dos agentes até afirma ter sido melhor que uma ida ao ginásio. Veremos o que isto trará no futuro. 
      Para concluir: um pouco por todo o mundo manifestaram-se movimentos anti-racistas, a cultura de cancelamento está ao rubro, as teorias da conspiração e os extremismos teológicos, sobrepõe-se ao conhecimento científico, agora que surgiram as vacinas, as pessoas tem medo de ser vacinadas, Trump perde as eleições, mas contesta e diz que não perdeu  e que as eleições foram manipuladas, Bolsonaro afirma que o virus é uma "gripezinha", ou um "resfriadinho" e muito mais...
      Que 2021 nos traga o que faltou em 2020.

      
      João Barros

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