Edição 5 - E SE PORTUGAL SAÍSSE DA UE?
EDIÇÃO 5 - ECONOMIA POSITIVA 10/12/2020
Um bom dia para o "eu" do futuro e para os leitores que um dia tenham o azar de vir aqui parar.
Novamente com problemas no carro, desta vez sem bateria, começa assim mais uma edição de Economia Positiva
Atualidade económica, social e política
- Líderes europeus chegam a acordo para desbloquear "bazuca" europeia e orçamento comunitário. Fonte: Expresso
- Governo planeia compensar empresas por aumento extraordinário do salário mínimo. O objetivo é obter um salário mínimo de 750 euros até ao fim da legislatura. Fonte: Observador
- Plano de reestruturação da TAP, esta pode precisar de 3700 milhões de euros ate 2024
E se Portugal saísse da UE?
Na edição desta semana decidi tentar responder, no seguimento da edição anterior, a uma outra questão acerca do paradigma económico português face à europa, perguntando-me o que aconteceria se o nosso país saísse da UE, assim como o Reino Unido.
O meu plano inicial seria fazer um enquadramento da situação económica de Portugal antes de entrar para a União Europeia, de seguida analisar quais as vantagens e desvantagens dessa adesão e comparar com a situação económica atual. Decidi, por agora, fazer uma breve análise desta pergunta, porém vou trabalhar esta questão de forma séria e, mais tarde, irei publicar aqui para ler mais tarde.
Há que anotar que Portugal tem grandes vantagens por estar inserido na UE. Portugal aproximou-se muito dos níveis de vida dos outros países, as taxas de inflação e taxas de juro são semelhantes às grandes potências europeias. Este tipo de vantagens torna o nosso país num felizardo, não podendo ser largada uma vantagem destas de forma irresponsável.
Então, o que aconteceria se o nosso país virasse as costas à UE?
Ora em primeiro lugar a nossa moeda voltaria a ser o escudo. O escudo é uma moeda pouco poderosa quando comparada com o euro. Isso levaria logo desde o início a problemas nas transferências com mercado externo. Portugal teria que se virar para si na produção de bens e serviços. Tendo uma moeda menos competitiva, as taxas de inflação iriam disparar, ou seja, seria muito mais caro comprar fora do nosso país. Isso levaria a um afastamento do nível de vida em relação aos outros países da UE.
A partir do momento de saída, Portugal deixaria de pertencer a um dos grandes blocos económicos mundiais. Isso pode trazer instabilidade por parte do investimento externo, porque quem investe em Portugal fá-lo também por pertencer a um bloco económico poderoso.
Por outro lado como o preço dos nossos produtos seriam mais baratos, e apesar da inflação, haveria um aumento das exportações, tornando os produtos mais competitivos que os europeus.
Os bancos da zona euro funcionam segundo as medidas do BCE. Se Portugal saísse em maus termos da UE isso poderia fazer com que o BCE fechasse a torneira e que as instituições deixassem de ter financiamento.
Haveria a possibilidade de ter uma saída vantajosa? Na minha opinião sim e isso punha em prova a capacidade dos portugueses apanharem uma tareia e se levantarem, uma vez que essa saída implicaria uma dose de "sofrimento" forte durante um ou dois anos. Depois de superada essa primeira tormenta, se se verificasse um aumento da economia portuguesa e uma valorização da moeda, seria o próprio euro a viver períodos turbulentos.
Irei explorar isto nas próximas edições, por agora fica esta breve introdução e, mais tarde, irei tentar perceber a saída vantajosa e como seria uma recuperação económica caso Portugal saísse da UE.
João Barros
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